Abri-me, sempre, ao mundo, para que eu o contemple com olhos vivos.
É mês de gratidão: pela pausa, pela possibilidade de reconexão às origens e ao presente-futuro.
Abril é mês de presente mútuo. Ao amor, agradeço-lhe a companhia. E ele, meu amor, retribui-me com votos de eternidade.
Nessa congratulação íntima, planejamos o porvir: no próximo Abril, onde estaremos? Como seremos?
Abril, fogo místico, arianamente intenso. Eu, puro terra, analítico, crítico, prático, agostiniano-virginiano raiz, em combustão com essa energia escancarada, disruptiva, egocentrada, elevei-me da fixação do meu solo e pude, enfim, ver a vida por outro prisma.
Hemisfério sul: outono. Do outro lado: primavera
É entre esses contrapontos que se faz a travessia. Com o Atlântico abaixo de mim, viajo, corpo no ar, pensamento solto, acima das nuvens, onde o tempo suspende e os sonhos se revelam. Lá do alto, contemplo o horizonte, onde céu e mar, quase, se tocam.
Ah, Abril…seja sempre gentil comigo.
Agradeço-te pela generosidade e pela parceria.
Que possamos, juntos, brindar, em algum lugar do mundo, pela vida, pelo amor e pelo momento presente.
Gilberto Salles
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